Descrição
Formalmente, o Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria (AELdF) tem duas bibliotecas escolares. Uma situada na EB Carlos de Oliveira e outra na ES Lima-de-Faria, à qual foi atribuído o nome da anterior professora bibliotecária, pelo que tem a designação de Biblioteca Escolar Clara Póvoa.
Aquando da integração das duas escolas num único agrupamento, e face à redução do número de alunos, acabei por me tornar a única professora bibliotecária do AELdF, em 7 destes 11 últimos anos letivos. Neste papel, considerei ser necessário dar uma identidade própria a cada uma das bibliotecas, ainda que a gestão dos recursos seja efetuada numa lógica de serviço a todo o agrupamento. Dado que a biblioteca da ES Lima-de-Faria tinha um logotipo próprio, pedi a uma das colegas da equipa que concebesse um logotipo para a biblioteca da escola Carlos de Oliveira, ficando, assim, esta a ser conhecida por BECO – Biblioteca Escolar Carlos de Oliveira.
Para além destas bibliotecas, no âmbito de uma candidatura de requalificação, apresentada à Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) em 2016, foi possível constituir, com apoio financeiro complementar da Câmara Municipal de Cantanhede, uma minibiblioteca em cada jardim de infância e escola EB1. À época, eram 11 minibiliotecas. Atualmente, são 9, uma vez que encerraram dois dos estabelecimentos de ensino.
As bibliotecas
Em 2019/2020 e 2020/2021, foram apresentadas mais duas candidaturas de requalificação que permitiram a transformação dos espaços e da gestão dos recursos das duas bibliotecas.
A requalificação da Biblioteca Escolar Clara Póvoa (BECP)
A Escola Secundária Lima-de-Faria aguarda, desde longa data, que sejam feitas obras de requalificação. Por isso, o projeto de intervenção proposto foi duplamente condicionado pelas verbas disponíveis e pela iminência dos procedimentos para a requalificação da escola (a qual começará no próximo ano letivo).
A candidatura de requalificação foi apresentada no último trimestre de 2019, por mim e por Lúcia Vieira, nesse ano também professora bibliotecária, dado que o número de alunos no AELdF permitiu a nomeação de uma outra professora bibliotecária.
Aprovada a requalificação, esta foi financiada pela RBE, a Câmara Municipal de Cantanhede (com um valor igual ao da RBE) e pela Direção do AELdF.
Com a requalificação, pretendia-se: (1) flexibilizar o espaço para aumentar a acessibilidade (dos utilizadores e destes aos recursos físicos), ampliar as oportunidades de trabalho colaborativo aluno/aluno e aluno/professor (ou de trabalho individual) que coloquem o aluno como produtor e comunicador multimodal, nomeadamente a partir de recursos digitais, e em situações de aprendizagem formal, informal e não formal ou de utilização meramente lúdica; (2) criar um ambiente esteticamente equilibrado, facilitador da apropriação do espaço pelo aluno e demais utilizadores; (3) criar condições para acolhimento de um segmento da coleção adequado às necessidades dos alunos do 3.º ciclo (uma vez que a escola tinha, recentemente, começado a acolher turmas do 3.º ciclo, para as quais ainda não havia um segmento da coleção apropriado).
AQUI pode ler-se uma exposição mais detalhada da requalificação e ter uma visualização dos resultados na reconfiguração do espaço.
Acrescenta-se que a BECP gere ainda um auditório, uma sala de trabalho de professores (onde está alocada parte da coleção e onde foi criada uma zona de desbaste da coleção) e uma sala, preparada para trabalho colaborativo, com recurso a 15 portáteis e ligação à Internet. Esta sala foi equipada na sequência da participação da professora bibliotecária na equipa dos Ambientes Inovadores em Educação / Fase 3 do Literacias na escola: formar os parceiros da biblioteca.
A requalificação da Biblioteca Escolar Carlos de Oliveira (BECO)
A conceção do espaço e o equipamento da biblioteca estavam desatualizados e havia sinais de desgaste acentuado nas paredes e no chão. As duas professoras bibliotecárias apresentaram candidatura no último trimestre de 2020. Aprovada a requalificação, esta foi financiada pela RBE, a Câmara Municipal de Cantanhede (com um valor igual ao da RBE) e pela Direção do AELdF.
Pretendia-se: (1) flexibilizar a utilização do espaço para potenciar as oportunidades de trabalho colaborativo aluno/aluno e aluno/professor (ou de trabalho individual) e que colocassem o aluno como produtor e comunicador multimodal, nomeadamente a partir de recursos digitais, e em situações de aprendizagem formal, informal e não formal ou de utilização meramente lúdica; (2) concentrar a coleção num ponto focal, mais estruturado (menor dispersão pelo espaço), mais íntimo (maior privacidade aos utilizadores na exploração da coleção) e com maior proximidade intelectual entre as várias áreas do saber. (3) criar, num ambiente esteticamente equilibrado e apelativo para os utilizadores, condições arquitetónicas para o desenvolvimento na biblioteca de atividades, tais como palestras, representações teatrais e exposições.
AQUI pode ler-se um relato do processo de requalificação, do apoio extraordinário da equipa de pessoal não docente e ter uma visualização dos resultados na reconfiguração do espaço.
Não havendo na escola EB Carlos de Oliveira um auditório, o espaço da Biblioteca tem acolhido palestras e atividades culturais diversas. Com a possibilidade de se mobilizarem 15 PC portáteis, decorrem nelas aulas quase diariamente para atividades de pesquisa e de utilização de tecnologias digitais em atividades de ensino e aprendizagem.
As minibibliotecas
Em cada escola EB1 e jardim-de-infância há um espaço de biblioteca. Nas EB1, a estanteria é, inclusivamente, similar à da BECO. No presente ano letivo, nas EB1, o espaço adjacente à estante (ou estantes) onde se encontram os livros, e onde se realiza o empréstimo domiciliário, foi decorado, reforçando-se, assim, a identidade da atividade aí desenvolvida. Este trabalho foi efetuado pelas duas colegas que, semanalmente, se deslocam às escolas para orientar e apoiar os alunos nas requisições domiciliárias.
Equipamentos
Para além dos recursos documentais, as duas bibliotecas gerem ainda o empréstimo de uma ampla gama de equipamentos (PC, câmaras, colunas de som, mesas de mistura, microfones, inúmeros tipos de cabos e adaptadores, máquinas fotográficas e de filmar, televisões, leitores de DVD…) que são mobilizados, por alunos e professores, para as mais diversas atividades em sala de aula e de complemento curricular (incluindo para as escolas EB1 e jardins-de-infância, quando necessário).
Aproveitando a migração do sistema de gestão documental para o Biblionet, e o período de confinamento, no ano letivo de 2020/2021, todos os equipamentos eletrónicos foram vistoriados, novamente inventariados e catalogados, o que permitido, por um lado, o acesso e o controlo de todas as existências, mas, sobretudo, a automatização do empréstimo de todos os recursos disponíveis.