Descrição

Ação pedagógica | literacias

O que o conceito de literacia acresce à leitura, escrita, ciência, informação, digital, entre muitas outras dimensões, é a capacidade de se mobilizar e aplicar, em ação, conhecimento, capacidades e disposições.

As literacias da leitura, da escrita, da informação, digital e mediática são o núcleo da ação das bibliotecas escolares em Portugal, de acordo com as orientações da Rede de Bibliotecas Escolares, plasmadas no Aprender com a Biblioteca Escolar e no Modelo de Avaliação das Bibliotecas Escolares.

Num ensino que tem sido predominantemente centrado na transmissão verbal de conhecimento, o que se tem estendido no tempo apesar do processo de autonomia e flexibilidade curricular e da implementação do Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória, as literacias transversais são particularmente difíceis de incorporar no ensino e aprendizagem.

Foi com base no princípio de que a ação do professor bibliotecário só teria algum êxito no domínio das literacias se os professores também desenvolvessem competências transversais nestas literacias, que se desenvolveu o projeto Literacias na escola: formar os parceiros na biblioteca.

Atendendo a que neste dossier já se efetuou uma apresentação deste projeto, nesta secção apenas se irá descrever algum do trabalho desenvolvido em articulação com professores e o resultado ao nível das produções dos alunos. Esse trabalho de articulação tem variado no tempo, consoante o perfil do professor, a continuidade da parceria, a especificidade dos objetivos a alcançar, a pertença, ou não, do professor à equipa dos Serviços da Biblioteca Escolar, entre outros aspetos.

 

Planificações e ensino conjunto

Com ou sem integração intencional no “Aprender com a biblioteca escolar”, um dos processos de trabalho consiste na determinação do que se pretende fazer em conjunto, com que alunos e com que finalidades de aprendizagem.

O meu apoio, neste processo, e referindo-me apenas aos quatro últimos anos letivos, pode assumir diferentes formas, cumulativas ou não:

  • planificar a totalidade da sequência de ensino e aprendizagem com o professor
  • definir o que vai ser feito, com que finalidades e produto, sem formalização numa planificação
  • intervir em sala, com alunos, para os ensinar a trabalhar e comunicar com uma ferramenta (o Canva, o Google Earth, outra)
  • intervir em sala de aula, para os ensinar num procedimento de escrita (por exemplo, como escrever um artigo científico; como comunicar pensamento complexo através de um slogan e imagem AQUI)
  • ensinar os alunos a criar uma infografia com um raciocínio argumentativo (AQUI)
  • ensinar os alunos procedimentos formais como elaborar listas de referências bibliográficas, legendar imagens…
  • acompanhar os alunos na fase final da produção dos objetos que expressam processos de investigação (AQUI)
  • publicar os trabalhos dos alunos (exemplo AQUI).

 

Quanto as parcerias se estendem no tempo, o trabalho do professor torna-se cada vez mais autónomo face ao professor bibliotecário e a sua intervenção tende a centrar-se na publicação dos trabalhos dos alunos.

O resultado das planificações desenvolvidas com os professores estão publicadas no Aprendiz de Investigador (alguns exemplos: AQUI, AQUI, AQUI). Foram todas desenvolvidas no Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria, ainda que algumas não tenham sido criadas em parceria com a professora bibliotecária.

Do ponto de vista da articulação do Serviço das Bibliotecas Escolares com as atividades de sala de aula, destacamos ainda a desenvolvida com o professor de TIC da EB Carlos de Oliveira, T3NS TIC'S? Junt@t3 @ Nós!

 

Publicação de trabalhos de alunos

Um dos objetivos destas parcerias com os professores é o de colocar os alunos como produtores de conhecimento, em processo colaborativos e nos quais ocorra, tendencialmente, a incorporação de uma conceção pedagógica de avaliação.

Organizado por anos letivos, o Arriscas-te?! tem sido o repositório de exemplos de trabalhos de alunos que alcançaram um nível de qualidade e complexidade relevantes, mesmo que, ao nível da produção, não tenham resultado de trabalho em articulação com a biblioteca escolar.

Uma parte dos produtos dos alunos, do presente ano letivo, ainda estão em preparação para publicação.